O Moodle Livre realizou uma entrevista com a especialista em Multimídia, Paula Carolei.
Paula é doutora e mestre em Educação, especialista em Multimídia em Negócios e Educação, bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas. Já desenvolveu materiais para Educação a distância, atualmente é coordenadora do curso de pós-graduação no Senac São Paulo. Escreve para o site Net Educação.
A entrevista abordou o uso dos jogos durante o processo de ensino aprendizagem, seus prós e contras no cotidiano acadêmico.
Moodle Livre: Você acredita que o uso de tecnologias é um bom auxiliar nos estudo?
Paula Carolei: Sim, hoje a tecnologia é transparente para os nossos alunos e faz parte do perfil cognitivo, de como eles já pensam com a tecnologia e ela muda a forma de relacionar com o conhecimento.
ML: Qual a razão pedagógica que justificam o uso de games na educação?
PC: O game é uma linguagem, pois ele tem uma característica que exige uma "leitura" interativa e precisa ser encarado como um produto cultural. Ele pode ser incorporado na aprendizagem como se faz com textos e vídeos, pois teríamos assim várias formas de interagir.
ML: Você acredita que a utilização de games educacionais nas escolas pode facilitar o aprendizado do aluno?
PC: O jogo por si só não caracteriza uma intencionalidade pedagogia, é preciso trabalhar sobre essa ação, é preciso trabalhar roteiro, discutir as estratégias, o que ele aprendeu, discutir valores e assim realizar uma leitura pedagógica com o jogo.
ML: Mesclar a aprendizagem de um jogo com a diversão é uma tarefa complicada, já que a grande maioria dos usuários procura a diversão em um jogo. Você acha que a diversão ou a aprendizagem pode ser prejudicada?
PC: A maioria dos jogos de entretenimento supera o investimento do cinema e tem como foco a diversão, e para ele ser aproveitado educacionalmente, é necessário ter o momento da reflexão, mas bem estruturado para a diversão não esconder o aprendizado. Um jogo deve aliar a diversão com a aprendizagem.
ML: Você acha que a imersão do aluno é o importante para processo de ensino aprendizagem?
PC: Sim a imersão é fundamental, pois é a parte que o aluno mergulha na história, com séries de sensações, mas não basta apenas a imersão, e nem apenas olhar de fora, é preciso ambos.
ML: Qual o seu referencial teórico para trabalhar com o desenvolvimento de games?
PC: Não há um referencial específico para área, temos que pensar em vários aspectos, mas temos a Lyan Alves, que fala sobre aplicação de jogos, o João Mattar fez uma compilação de vários jogos americanos, teorias de game designer. E pensar no imaginário, questões arquetípicas,
ML: Ainda temos muita resistência por parte dos pais e professores em usar jogos para o processo de aprendizagem de nossos alunos, como você acha que podemos romper esta barreira?
PC: Não é fácil, pois eles não veem a parte educativa do game, e que um mesmo jogo que pode parecer violento tem sue lado educativo. É preciso quebrar resistência e mostrar ao pai e ao professor o potencial do game.
ML: Que tipos de jogos você já utilizou em sua prática?
PC: Temos vários tipos de jogos que podemos usar como o casual game, usado em sala de aula. Podemos usar um jogo que já existe e é gratuitos, construir jogos a partir de games maker (editores de jogos) ou podemos participar de produção elaborada.
ML: Você tem alguma dica para dar aos nossos usuários sobre alguns jogos para que eles possam iniciar sua vida nesta forma de aprendizagem?
PC: Precisamos pensar na competência que o jogador vai desenvolver durante o jogo , conversar com os alunos e ver qual o tipo de jogo que ele gosta, para que possamos ter um olhar para o outro e ter informação para pensar em como dialogar com este aluno.











