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Estudantes latino-americanos usam tecnologia para solucionar problemas das suas comunidades

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"Respostas para o Amanhã" premia jovens de sete países que se destacaram por desenvolver soluções criativas por meio da ciência e da tecnologia.

"Respostas para o Amanhã" premia jovens de sete países que se destacaram por desenvolver soluções criativas por meio da ciência e da tecnologia.

Da folha de goiabeira, árvore comum no município de Cascavel (CE), alunos do terceiro ano do ensino médio da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Marconi Coelho Reis descobriram uma forma de substituir filmes plásticos por um composto biodegradável que, quando em contato com a pele, potencializa a cicatrização de uma queimadura de primeiro grau. A partir de painéis fotovoltaicos e baterias, um grupo de estudantes de Los Ríos, no sul do Chile, desenvolveram um sistema de monitoramento da qualidade da água. Já em Salta, na Argentina, jovens elaboraram um dispositivo que usa energia eólica e solar para levar eletricidade a um projeto de educação bilíngue de uma comunidade originária.

Com a proposta de desenvolver soluções para melhorar suas comunidades, os projetos foram alguns dos sete vencedores do prêmio “Respostas para o Amanhã”, promovido pela Samsung, que seleciona iniciativas de investigação e de experimentação científica e/ou tecnológica desenvolvidas por alunos do ensino médio de escolas públicas.

Durante cerimônia realizada em São Paulo (SP), na última sexta-feira (1), alunos do ensino fundamental e médio de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Panamá e Peru foram reconhecidos como destaque do prêmio, que nesta edição recebeu mais de quatro mil inscrições de projetos da América Latina.

“Este ano, o prêmio teve foco na abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), partindo do ponto de vista da ciência e do desenvolvimento do conhecimento”, destaca Isabel Costa, gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil, ao mencionar que os projetos selecionados mostram como é possível utilizar a tecnologia para trazer relevância ao ambiente escolar e promover impacto social.

Desenvolvido durante disciplinas eletivas ofertadas pela escola de tempo integral da rede pública estadual cearense, o projeto brasileiro aproveitou recursos existentes no território para descobrir uma alternativa capaz de evitar o uso de filmes plásticos e ainda tratar queimaduras e lesões cutâneas de forma mais eficiente. Para chegar a esse resultado, foram mais de 33 reformulações do produto. “Nós erramos muito durante o desenvolvimento do projeto. Passamos muito tempo sem ter resultados concretos, mas conseguimos desenvolver algo excelente”, conta o estudante Guilherme Kauẽ Araújo Pastor.

Para o estudante Saúl Enrique Gutiérrez Rodríguez, do México, os erros também foram uma parte importante do processo de desenvolvimento do projeto. Com outros três colegas, ele projetou um sistema automatizado de baixo custo para cobrir buracos de vias públicas. “A parte mais interessante de tudo isso foi perceber que todos temos sonhos e objetivos em comum. Nós queremos fazer o bem para a nossa comunidade”, cita.

Se por um lado os projetos criados pelos estudantes ajudaram a desenvolver conhecimentos de robótica e eletrônica, como no caso da equipe do Panamá, que prototipou um sistema de colmeia para proteger as abelhas, por outro, eles também foram fundamentais para desenvolver competências de colaboração e comunicação. “O trabalho em equipe foi o maior aprendizado que tivemos”, destaca o estudante panamenho Nicolás Madero. Sua colega de grupo, Gabriela S. Rodriguez H, também concorda: “Me traz muita satisfação saber que eu posso compartilhar tantas experiências com os meus colegas. A parte mais interessante foi perceber que estamos ajudando os seres humanos e o meio ambiente com esse projeto”, completa.

Fonte: Porvir