Cursos técnicos à distância atraem alunos com pressa para entrar no mercado
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Seg, Mai

Cursos técnicos à distância atraem alunos com pressa para entrar no mercado

Cursos técnicos à distância atraem alunos
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Brasil já possui 55 mil estudantes de cursos técnicos no modelo EAD

Brasil já possui 55 mil estudantes de cursos técnicos no modelo EAD

Apesar da supremacia de ofertas de pós-graduação latu sensu e de graduação na modalidade EAD, o país viveu também um crescimento de cursos técnicos a distância nos últimos anos. Segundo dados da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), eram 219 oferecimentos em 2016, mais do que os bacharelados e as licenciaturas.

Os cursos técnicos também se tornaram um dos mais procurados pelos alunos brasileiros: há dois anos, eram 55 mil matriculados pelo país – número maior do que os estudantes de pós-graduação latu sensu (49 mil) e que as MBAs (10 mil).

Em 2015, segundo a entidade, existiam 184 cursos técnicos totalmente a distância no país para 43 mil alunos. No ano anterior, eram 155 ofertas, mas um número recorde de 60 mil matriculados. Enfim, em 2013 existiam 139 cursos e 35 mil alunos cadastrados.

Isso demonstra que, em quatro anos, houve um aumento de 57% nas ofertas de cursos técnicos no Brasil, que cresceram o mesmo volume em número de alunos. “A maior concentração de alunos está nos cursos que oferecem oportunidades de ingresso em novas profissões que exigem formação: os cursos tecnológico, de licenciatura e iniciação profissional são aqueles com mais alunos em cursos a distância no Brasil”, diz um trecho do relatório produzido pela ABED no ano passado.

“A presença massiva de cursos técnicos e profissionalizantes, e mesmo das licenciaturas, reforçam o valor da EAD para atender demandas práticas de educação com resultados rápidos e perceptíveis na empregabilidade”, completa.

Para a maioria dos observadores da área, os cursos técnicos atraem alunos com pressa suficiente para entrar no mercado de trabalho antes de iniciar a graduação. De forma geral, eles tendem a ser mais curtos, com menos horas obrigatórias e maiores chances de entrada em algum emprego que ajude no caminho rumo à universidade. Isso explica a procura por cursos nas áreas de sistemas de informação, enfermagem, logística e segurança.

No ano passado, uma pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) revelou que profissionais que fizeram cursos técnicos têm, em média, um acréscimo de 18% na renda em comparação com pessoas que concluíram apenas o ensino médio regular.

No Nordeste, a diferença na renda é ainda maior, chegando a quase 22% para os trabalhadores com formação técnica. O acréscimo na renda dos profissionais com curso técnico chega, em média, a 21,4% nas regiões Norte e Centro-Oeste e a 15,1% no Sul e Sudeste.

“Um aumento de renda de quase 20% não é trivial. Trata-se de um diferencial relevante e uma prova de que vale a pena investir nessa modalidade de formação profissional”, avaliou o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi. Ele ressaltou que o curso técnico é “o caminho mais rápido” para a inserção qualificada do jovem no mundo do trabalho.

Fonte: Jornal Opção