Geração das crianças hiperconectadas: como lidar com os Alphas?
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Qua, Nov

Geração das crianças hiperconectadas: como lidar com os Alphas?

Geração das crianças hiperconectadas
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Seu filho tem menos de 8 anos e a sensação é de que ele já nasceu hiperconectado? Calma, ele não é o único! Uma pesquisa realizada pelo Gloob, canal de entretenimento infantil da Globosat, revelou o perfil dos Alphas: a nova geração que interage por meio da tecnologia desde o nascimento.

Seu filho tem menos de 8 anos e a sensação é de que ele já nasceu hiperconectado? Calma, ele não é o único! Uma pesquisa realizada pelo Gloob, canal de entretenimento infantil da Globosat, revelou o perfil dos Alphas: a nova geração que interage por meio da tecnologia desde o nascimento.

Enquanto a geração Y trouxe mudanças significativas ao mercado de trabalho por conta do perfil multitarefa, a geração Z impressionou com a grande capacidade de conectividade. Mas o que esperar daqui para frente?

Geração Alpha
Se você já achava a geração anterior muito conectada, o que esperar das crianças que, ao chegarem por aqui, se deparam com um mundo digital funcionando a pleno vapor? Pessoas nascidas a partir do ano de 2010 fazem parte desse grupo. No ano em que elas começaram a nascer, “app” foi eleita a palavra do ano pela Sociedade Americana do Dialeto. Sem falar na variedade de conteúdos audiovisuais disponíveis como canais infantis, sites, aplicativos e jogos.

Além disso, cada etapa do crescimento dos Alphas é registrada e compartilhada pela família nas redes sociais. O resultado são pessoas habituadas com a falta de privacidade. Eles são, portanto, mais livres, versáteis, questionadores e, principalmente, hiperconectados.

Geração Alpha é flex

Como ainda são crianças, é cedo afirmar com exatidão o que pensam e como vão agir depois de adultos as pessoas da geração Alpha. Apesar disso, algumas características já são bastante perceptíveis. Por exemplo, não é que as meninas deixaram de gostar de princesas, elas começaram a se identificar também com personagens que antes pertenciam apenas ao mundo dos meninos. Tanto que, de acordo com a pesquisa do Gloob, 60% gosta de videogames, 41% de super heróis e 87% de andar de bicicleta, skate e patins.

Outra mudança que impactou no perfil dessa nova geração diz respeito aos homens que já participam mais ativamente das tarefas domésticas. Dessa forma, pais e mães assumem os mesmo papéis, e as crianças deixam, por exemplo, de classificar as brincadeiras por gênero.

Altamente dinâmicas, essas crianças se adaptam com facilidade às mais diversas situações e desafios. Por isso, o que mais admiram em seus personagens favoritos são as atitudes, o que vai muito além da beleza estética ou do gênero.

Consequências da hiperconectividade

A primeira geração totalmente nascida no século 21 é mais estimulada a interagir e gerar mudanças desde cedo. Mas qual será a consequência disso? Como lidar com crianças que têm acesso fácil à informação?

“Essa é uma geração tecnológica, com o desenvolvimento de algumas habilidades bastante superiores. Porém, o maior problema será em relação a inteligência emocional”, alertou o pediatra Cláudio Barsanti, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Nas crianças menores, entre as principais consequências da hiperconectividade estão o déficit de atenção, atrasos cognitivos de aprendizagem, irritabilidade e agressividade.

Já na adolescência, o médico acredita que os grandes desafios são o desinteresse com as relações familiares e sociais, o descumprimento de responsabilidades, alterações no sono e problemas com o rendimento escolar. “Por isso, é extremamente importante que os pais estejam sempre muito próximos”, orienta.

Aprendendo a lidar com os Alphas
Segundo o pediatra, uma das principais medidas é impor limites. ”É fundamental evitar o contato com aparelhos eletrônicos até os 2 anos de idade. Nessa fase, o aprendizado deve ser totalmente voltado ao contato pessoal”, lembrou. De acordo com ele, a utilização de aparelhos tecnológicos não estimula sentidos como o paladar, tato e olfato.

A partir dos 3 anos, o ideal é que a liberação do uso seja gradual, sempre com a supervisão de um adulto. “A preocupação deve ser com o conteúdo adequado para cada idade“, disse o pediatra. Quanto ao tempo, o limite é de a 1 hora por dia. Para adolescentes, o ideal é não ultrapassar 2 horas.

Ainda segundo o especialista, uma característica muito própria da geração Alpha é a impulsividade, o que pode trazer consequências graves a curto e longo prazo. “Não podemos colocar a tecnologia como um adversário. Temos que nos adequar e balizar a atenção deles. Nesse sentindo, é importante estarmos sempre próximos e definirmos regras para evitar riscos e até sequelas”, completa.

Uma boa dica para os pais é buscar outras formas de diversão para entreter os pequenos, como passeios a lugares desconhecidos, atividades extracurriculares ou deixar que eles simplesmente brinquem! Que tal começar hoje mesmo?

As gerações anteriores
Agora que você já sabe mais sobre a geração mais atual, que tal relembrar um pouco as características das gerações anteriores e as principais diferenças entre elas? Confira!

Geração X – 1960 a 1980
Também conhecidos como espectadores, priorizam os próprios interesses e buscam equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Trabalham para ter dinheiro, mas também pensam em qualidade de vida. Possuem facilidade para lidar com a tecnologia.

Geração Y – 1980 a 1995
São otimistas e informais. Buscam profissões que satisfaçam seus desejos de consumo. Admiram mais a competência do que a hierarquia, portanto, têm mais dificuldade para lidar com figuras de autoridade. São íntimos da tecnologia e, por isso, imediatistas e impacientes.

Geração Z – 1995 a 2010
Alguns arriscam dizer que a geração Z, dos chamados nativos digitais, são uma espécie de “geração Y potencializada”. Isto é, vivem para o agora. São inovadores, criativos, abertos e conectados. Para se comunicarem, usam mais as redes sociais do que telefone ou e-mail.

Fonte: Revista Crescer