Salário de R$ 20 mil, formação e liberdade para professor põem Canadá no topo de ranking da educação
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Seg, Jul

Salário de R$ 20 mil, formação e liberdade para professor põem Canadá no topo de ranking da educação

Salário de R$ 20 mil, formação e liberdade para professor põem Canadá no topo de ranking da educação
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Canadá é top 10 nos resultados de 2015 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Série do Bom Dia Brasil mostra realidade da educação pelo mundo.

Canadá é top 10 nos resultados de 2015 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Série do Bom Dia Brasil mostra realidade da educação pelo mundo.

Bons salários e frequentes cursos de aprimoramento para os educadores são a prioridade do governo canadense para manter o alto nível da educação no país. A série especial “Educação: nosso lugar no mundo”, do Bom Dia Brasil, mostra as soluções e estratégias de países que conseguem se destacar no ranking mundial da educação.

Colômbia ultrapassa Brasil em ranking de educação com foco em professores e avaliação de aprendizagem
O Canadá está entre os dez países do mundo com os melhores desempenhos no Programa para Avaliação Internacional de Alunos (Pisa, na sigla em inglês). O programa mede o rendimento dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciência e interpretação de texto em diferentes partes do mundo. Em 2015, último ano em que a prova foi realizada, o Brasil caiu para a 63ª posição dentre 70 países avaliados.

O salário médio dos educadores canadenses de escolas públicas na região de Ontário, onde está localizada a cidade de Toronto, é de R$ 20 mil por mês. Estima-se que 94% dos alunos de Ontário frequentam escolas públicas.

“Se eu tiver que manter dois ou três empregos para sobreviver eu não vou conseguir focar nos alunos e na pedagogia”, avalia Pieter Toth, professor que recebeu um prêmio de excelência do governo canadense por sua atuação.

“Com um bom salário eu posso ser professor 24 horas por dia e me sinto valorizado pelo meu país e pelos meus próprios alunos.”

Professores como Toth são instruídos, em cursos de reciclagem, a promover atividades de inclusão na sala de aula para estimular o senso crítico. As aulas, muitas vezes multidisciplinares, convidam os alunos a questionar problemas sociais. Cerca de 1/3 dos estudantes canadenses são estrangeiros. Ainda assim, quem nasceu em outros países também consegue se manter no mesmo nível dos locais nas avaliações do Pisa.

Fonte: G1 Educação