Homeschooling: entendendo o ensino domiciliar no Brasil
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Ter, Jun

Homeschooling: entendendo o ensino domiciliar no Brasil

Homeschooling: entendendo o ensino domiciliar no Brasil
Notícias EAD
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Diante de profundas discussões no Congresso, modalidade de ensino deve ser avaliada com muito cuidado.

Diante de profundas discussões no Congresso, modalidade de ensino deve ser avaliada com muito cuidado.

O homeschooling ou ensino domiciliar é um tema que tem sido amplamente discutido no Brasil. Esse termo refere-se aos pais e responsáveis que decidem por assumir a competência de educar e ensinar crianças em casa, sem que elas frequentem qualquer tipo de entidade de ensino.

Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, França, Portugal, Bélgica, Irlanda e Finlândia, por exemplo, permitem -- ou não proíbem -- o ensino domiciliar. Estima-se que, somente nos EUA, mais de 2 milhões de americanos recebem ensino somente em casa. Já Alemanha, Espanha, Grécia e Suécia não aceitam esta modalidade e, nessas nações, as crianças devem, obrigatoriamente, frequentar uma escola.

Enquanto o assunto é debatido no Congresso Nacional e no Senado brasileiro, estima-se que 7 mil famílias e 15 mil crianças e adolescentes praticaram o ensino domiciliar em 2018. Mas quais são os pontos fortes e quais as desvantagens desse tipo de ensino na realidade brasileira?

Entre as principais vantagens dessa prática está o fato de que os pais podem acompanhar, bem de perto, o desempenho da criança. Um ponto, frequentemente levantado, é o fato de que a estrutura precária e as salas de aula sempre lotadas não permitem que haja um acompanhamento efetivo do desenvolvimento infantil.

Além disso, a criança pode usufruir muito mais da presença dos pais no dia a dia, sendo esse um cenário bem diferente do existente em fase escolar no Brasil. Já em contrapartida, a pressão emocional de familiares junto à criança pode criar barreiras, ao invés de derrubá-las. Outro ponto a ser pensar é o pouco relacionamento que a criança ensinada em casa terá com outras e o que isso pode acarretar no desenvolvimento do seu caráter e relacionamento interpessoal.

O tema é bastante profundo e deve ser avaliado com muito cuidado, mesmo após a legitimação do ensino domiciliar pelo Poder Nacional. Um detalhe importante, no entanto, é não basear a escolha do homeschooling ou confundir o sucesso do ead no Brasil com o ensino das crianças em casa.

Isso porque a modalidade de ensino a distância é praticada por jovens e adultos que possuem vínculo com uma instituição de ensino, especialmente relacionados a cursos superiores, e não a educação básica. A escolha do homeschooling deve, sobretudo, avaliar as condições dos pais e responsáveis em atender às exigências desse compromisso e manter o foco na criança e no seu pleno desenvolvimento, mudando a estratégia no meio do caminho, se isso for necessário.

Fonte: Diário Digital