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Qua, Out

3 formas de transformar sua escola com a ajuda da tecnologia

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Proibir a tecnologia na escola é uma missão fadada ao fracasso. A melhor proposta é descobrir como usá-la para atingir seus objetivos, sejam eles pedagógicos ou de gestão. Em nossa coluna na resultados digitais, selecionamos três formas de transformar sua instituição de ensino com ajuda da tecnologia.

No século XXI, a tecnologia avança de forma exponencial – daí a sensação que temos de que as novidades chegam rápido demais: de repente, seu celular novinho está ultrapassado; aquele aplicativo que fazia sucesso no mês passado foi completamente esquecido.

Para quem nasceu antes dos anos 80 – os chamados migrantes digitais – adaptar-se a essa rotina virtual representa um desafio; porém, os nativos digitais, hoje crianças e jovens de até vinte e poucos anos, enfrentam com naturalidade o surgimento de aparatos antes reservados a filmes de ficção científica (estou falando de você, impressora 3D).

É um caminho sem volta. A relação que as novas gerações têm com seus aparelhos eletrônicos em muito difere daquelas nutridas por seus pais e avós. O smartphone não é somente fonte de entretenimento, que deve ser desligado em momentos “sérios” – é canal de comunicação, é ferramenta de criação, é porta para aprendizado, é plataforma para consumo.

Proibir a tecnologia na escola, portanto, é uma missão fadada ao fracasso; a melhor proposta é, mesmo, descobrir como usá-la para atingir seus objetivos, sejam eles pedagógicos ou de gestão. Isso implica em estar aberto às novidades, buscando compreender o potencial de cada ferramentas digital no contexto escolar (e, inclusive, saber dizer não quando convém). Selecionamos três formas de transformar sua instituição de ensino com ajuda da tecnologia:

  • Otimizando o tempo do professor
  • Personalizando o ensino
  • Captando e retendo alunos

Otimizando o tempo do professor
De acordo com a OCDE, o professor brasileiro gasta 22% mais tempo em tarefas fora de sala de aula do que seus colegas de profissão em outros países. As atividades burocráticas representam 13% da sua carga de trabalho. Encaixam-se aí a elaboração e correção de provas, criação de tarefas de casa, preenchimento de chamada, planilhas e boletins, bilhetes para a família, planejamento de aulas… E mais, muito mais.

São funções que trazem resultados positivos? Sim. São funções que poderiam ser otimizadas com tecnologia? Com certeza.

Ferramentas digitais são ideais para otimizar o tempo do professor com tarefas operacionais, deixando-o livre para o que é intelectual e criativo. É possível encontrar no mercado plataformas com acervo de videoaulas, exercícios e tarefas de casa, correções automáticas em tempo real, relatórios de desempenho que permitem comparar a evolução de alunos, turmas e unidades – tudo isso, sem que o professor vire noites em claro. Outras oferecem agendas online, facilitando a comunicação entre professores e gestores ou entre a escola e os pais. Basta encontrar a que faz mais sentido para a sua instituição!

Personalizando o ensino
O big data é a compilação e análise de um grande número de dados, que não seria possível sem auxílio da tecnologia. A melhor parte de se trabalhar com o big data? Ele fica mais e mais apurado conforme o usuário interage com a plataforma: ou seja, se um aluno estuda online diariamente, a plataforma se torna cada vez mais certeira ao lhe sugerir conteúdos que vão ao encontro de suas necessidades.

Imagine que a ferramenta está prestando atenção em tudo: quais as áreas de conhecimento em que o estudante tem facilidade ou dificuldade, qual formato é mais eficiente em ensiná-lo (vídeos, textos, infográficos, podcasts, resolução de problemas?), em quais horários rende mais, como a ordem em que os temas são apresentados influencia seu aprendizado. Agora, imagine ter esse olhar aprofundado para cada indivíduo na sala de aula! Esse é um nível de entendimento que uma escola não conseguiria atingir sem suporte tecnológico.

Captando e retendo alunos
O trajeto de uma família desde o primeiro contato até a decisão de matricular o jovem em sua instituição de ensino passa por diversas ferramentas digitais. Com certeza, você consegue se lembrar de algumas: uma página no Facebook, o site da escola, um blog com conteúdos relacionados à educação e às metodologias adotadas, emails, tudo que leve, finalmente, a uma visita presencial.

Em cada uma das etapas acima, o gestor (ou a equipe de comunicação, caso haja uma) tem a oportunidade de conhecer melhor aquela família e o que ela valoriza em uma escola. Assim, consegue destinar mais esforços àquelas que se encaixam em seu perfil – por exemplo, se os pais estão à procura de uma escola pequena, em que os alunos são tratados pelo primeiro nome e com foco na formação cidadã, talvez sua grande rede, cujo diferencial é a alta aprovação em vestibulares e os professores de cursinho, não satisfaça esses desejos. Em vez de investir recursos e tempo valiosos, mas cegos, a tecnologia fornece essa visibilidade desde o princípio.

Depois de o estudante estar matriculado, a comunicação online também é uma carta na manga de qualquer instituição, que pode nutrir a família com materiais relevantes para que elas se sintam parte da comunidade escolar e a par dos acontecimentos em sala de aula.
Além disso, o próprio fato de a escola investir na infraestrutura, expondo seus alunos às linguagens digitais, é visto com bons olhos: eles sentem que estarão mais preparados para o mercado no novo milênio.

Esse post foi escrito por Marcela Lorenzoni, da equipe de marketing da Geekie.

Fonte: Geekie
Publicado em: 26/01/2017