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Sex, Mar

7 Erros comuns ao customizar um curso no Moodle

7 Erros comuns ao customizar um curso no Moodle
Tutoriais e Dicas Moodle
TIPOGRAFIA

Desenvolver cursos para a educação a distância não é algo tão simples ou fácil. Além de ser uma tarefa que requer cuidados e validações, deve-se ser um especialista no assunto a ser abordado.

Desenvolver cursos para a educação a distância não é algo tão simples ou fácil. Além de ser uma tarefa que requer cuidados e validações, deve-se ser um especialista no assunto a ser abordado.

Ao contrário do que muitos pensam ou praticam, o EAD (Ensino a Distância) não é uma “porção de PDF e uma avaliação”. Não que este tipo de metodologia seja errada, já que podem haver casos em que seja necessário esse tipo de aplicação, mas o EAD pode e deve ser muito mais dinâmico e didático, com o fim de atingir de forma muito mais leve e efetiva o objetivo final do curso oferecido.

Eu costumo falar que “há tanta gente ruim no mercado, que fica fácil ser bom”. Com isso quero dizer que basta fazer o mínimo necessário, com qualidade, para ocupar um lugar de destaque em ensino a distância. Há muitos cursos oferecidos em formatos que desestimulam o aluno, seja pelo volume de conteúdo, seja pela organização do ambiente ou pelo visual cansativo (imagens, textos e cores), de forma que o aluno não se sente motivado a retornar ao ambiente e muitas vezes nem termina o curso já pago.

Nem sempre para melhorar seu ambiente é necessário gastar um dinheiro que você não tem, basta ter um olhar mais crítico e alguns cuidados. Ter um curso rico em conteúdo, bem organizado e ambiente agradável é o mínimo que o consumidor (aluno) espera, e não é algo difícil de fazer.

Mesmo quando o conteúdo é riquíssimo, alguns ajustes poderão trazer maior harmonia e engajamento para o seu curso, avalie se o seu ambiente possuí os erros a seguir e tente corrigi-los. Se você não comete nenhum desses erros a seguir, parabéns é hora de avançar para outro nível!

Vamos aos erros mais comuns!

1. PDF, Word, PPT, em excesso – Em minha opinião ainda há certo preconceito com o EAD. Até mesmo parte de quem pratica o EAD, produzindo ou distribuindo conteúdo neste formato tem certa dúvida quanto à sua eficiência, o que gera certa insegurança quanto ao aprendizado do aluno. A resposta inconsciente para isso é empurrar conteúdo, mais e mais, como se o volume do conteúdo determinasse a qualidade e eficácia do ensino, como se assim o aluno fosse absorver igual ou mais material, comparado a uma aula presencial. Parece-me uma tentativa desesperada de substituir o professor em sala de aula. 

A dica para isso é tentar reduzir o seu conteúdo sem perder as informações importantes. Um bom designer instrucional será capaz de melhorar a forma como você entrega seu conteúdo.

Veja algumas dicas para diminuir a quantidade de textos em seu EAD.

2. Imagens – Os erros são dos mais variados e comuns de se ver, como imagens com tamanho e qualidade além ou aquém do necessário ou imagens que não significam nada para o aluno por não haver nenhuma ou pouca relação com o conteúdo.

Procure usar imagens com no máximo 100 dpi (ideal 75dpi) e edite suas imagens para um tamanho que não crie barra de rolagem ou que deixe seu ambiente visualmente carregado. Para isso você poderá usar softwares como Photoshop, Fireworks ou editores online como pixlr.com ou fotor.com/pt/

Entenda aqui neste artigo o que são dpi (resolução, qualidade e tamanho de imagens) e como melhorá-las.

Há bancos de imagens gratuitos com boas imagens, vou citar alguns, mas lembre-se de seguir a dica acima, pois as imagens fornecidas são na maioria das vezes em alta resolução (300 DPI), e poderá deixar seu ambiente lento e eventualmente até fora do ar.
Freepik - http://br.freepik.com/
Shutterstock - https://www.shutterstock.com/pt/
Canva - canva.com

3. Gifs – O uso de gifs animados é coisa do passado, da web 1.0 - é uma das piores coisas a se usar no EAD. Eles não dizem nada e causam uma confusão visual e mental. Gifs podem ser “fofinhos”, divertidos, etc, porém servem apenas para o entretenimento em suas redes sociais. Os gifs matam seu ambiente, e ninguém, até hoje, conseguiu me convencer do contrário. Portanto, evite-os ao máximo.

4. Cores e fontes – Não adianta GRITAR! Seu aluno não irá ouvir. Não abuse das cores, do tamanho ou tipo de fonte, isso certamente não irá convencer seu aluno a nada, só irá causar um estresse mental e um possível abandono, com sequelas em seu aluno. Todas as vezes que ele se lembrar do seu ambiente, algo em sua cabeça o manterá longe daquilo, a repulsa será imediata e nem ele mesmo saberá a causa. Ambiente visualmente poluído é uma das causas da evasão online.

5. Recursos e atividades
– A não utilização ou a utilização mínima dos recursos fornecidos pelo ambiente é um desperdício. Além disso, usar pouco ou usar os mesmos recursos sempre, não irá surpreender e nem atender as expectativas do aluno, pois sempre terá mais do mesmo. Procure variar um pouco, use ferramentas como Wiki, games, badges, podcast, vídeos, infográficos, animações. Temos artigos em nosso blog que explicam cada um deles.

6. Organização – Já vi ambientes que eram uma verdadeira bagunça online, com todo tipo de material sem nenhuma organização. O pobre do aluno não sabe para onde ir e muito menos de onde veio, e isso é mais comum do que parece. 

Pense um pouco, rabisque, faça um rascunho e organize seu conteúdo, não suba materiais de qualquer forma em qualquer lugar. Separe o conteúdo de leitura obrigatória do conteúdo complementar, faça uso de ícones, legendas, módulos, trabalhe sutilmente com as cores e imagens. E, por fim, não deixe de pedir ajuda para outros colegas validarem seu ambiente e darem sua opinião, muitas vezes vale lançar um curso piloto e ajustá-lo antes do lançamento oficial.

7. Criar expectativas – Criar falsas expectativas. Certamente você será cobrado por algo que tenha prometido ou que não tenha deixado claro em seu curso. Quanto mais alunos você tiver, maior será a probabilidade de haver cobranças.

Para que você não tenha problemas crie um documento de leitura obrigatória com todas as regras de seu curso, que poderá ser nomeado de “manual do aluno”, “guia do estudante”, “diretrizes do curso”, não importa a nomenclatura. E lembre-se, sempre que tiver algum problema, aprenda com ele e atualize seu documento.

Eu poderia citar outros erros, mas acredito que os citados aqui são os mais comuns e os quais acredito que irão ajudá-los a enxergar seu ambiente de forma diferente, talvez com um olhar mais crítico.

Utilize nosso campo de comentários, fale um pouco do seu ambiente e nos ajude com nosso próximo artigo.

Obrigado, 
Marcelo Claro.